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Condutas hematológicas perante o mieloma múltiplo: tendências de um subgrupo de hematologistas brasileiros. Um estudo transversal

Condutas hematológicas perante o mieloma múltiplo: tendências de um subgrupo de hematologistas brasileiros. Um estudo transversal

A APM apoia a Campanha Março Borgonha, de conscientização sobre o Mieloma Múltiplo, tipo de câncer desconhecido por grande parte da sociedade médica. Embora a prevalência seja maior em idosos, jovens também podem desenvolver a doença. Durante o mês, divulgaremos informações e entrevistas com especialistas em nossas mídias sociais. Acesse o site da campanha e acompanhe nossos canais!

Lucila Nassif KerbauyI, Simrit ParmarII, José Mauro KutnerIII, Breno Moreno de Gusmão, Nelson HamerschlakIII

 

CONTEXTO E OBJETIVOS: Há nove anos, hematologistas e oncologistas se reúnem anualmente em um simpósio educacional organizado por um hospital brasileiro e outro norte-americano. Durante o Board Review 2015, uma pesquisa foi conduzida entre os participantes e avaliou as diferenças na conduta e opções de tratamento para o mieloma múltiplo (MM).

DESENHO E LOCAL: Estudo transversal no simpósio educacional de hematologia em São Paulo.

MÉTODOS: Hematologistas presentes no simpósio responderam a uma pesquisa por celular.

RESULTADOS: Dos 350 inscritos, 217 responderam o questionário. A maioria dos participantes acredita que a terapia-alvo imune (iTA) pode ser efetiva para desacelerar a progressão do MM em pacientes que já foram muito tratados previamente, e que a exposição contínua à terapia pode gerar clones resistentes em pacientes com MM (76%). A maioria usa terapia de manutenção após transplante de células-tronco hematopoiéticas (95%) e 45% dos médicos a restringiriam a pacientes pós-transplante com doença de base de alto risco. As drogas de primeira linha adotada para os pacientes inelegíveis para transplante (PIT) foram bortezomibe-talidomida-dexametasona (31%), bortezomibe-dexametasona (28%), lenalidominadexametasona (Rd; 17%) e terapia baseada em melfalan (10%). A lenalidomida foi a droga de escolha para a manutenção pós-transplante para metade dos participantes. Nenhuma diferença significativa foi encontrada para idade ou tempo de experiência.

CONCLUSÃO: As escolhas de tratamento para PIT foram altamente heterogêneas e o regime baseado em melfalan representou somente 10% das opções de primeira linha. Terapia de manutenção após transplante é opção comum. Alguns dos resultados do levantamento foram divergentes das evidências na literatura.

Confira a íntegra do artigo aqui.

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