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Síndrome da fragilidade em uma população urbana independente no Brasil (estudo FIBRA): um estudo transversal populacional

Síndrome da fragilidade em uma população urbana independente no Brasil (estudo FIBRA): um estudo transversal populacional

Autores: Larissa Barradas Calado, Eduardo Ferriolli, Júlio César Moriguti, Edson Zangiacomi Martinez, Nereida Kilza da Costa Lima

CONTEXTO E OBJETIVO: Fragilidade é uma síndrome multifatorial. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência e características da síndrome da fragilidade em uma população urbana de idosos.

TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo transversal realizado nas casas em amostra randomizada para representar os idosos independentes de Ribeirão Preto, Brasil.

MÉTODO: Características sociodemográficas, dados clínicos e critérios do fenótipo da fragilidade foram obtidos nas casas. Foram avaliados 385 idosos. A definição da fragilidade foi baseada na detecção de perda de peso, exaustão, fraqueza, lentidão e baixo nível de atividade física. Idosos com três ou mais destas características foram classificados com frágeis; com uma ou duas características como pré-frágeis. Foram calculados pontos de corte específicos para fraqueza, lentidão e baixo nível de atividade física.

RESULTADOS: A média de idade dos participantes foi de 73,9 ± 6,5 anos, com 64,7% de mulheres. 12,5% perderam peso no último ano, 20,5% tiveram exaustão, 17,1% lentidão, 24,5% baixo nível de atividade física e 20,5% fraqueza. Foram considerados frágeis 9,1% e pré-frágeis 49,6%. Os frágeis eram mais velhos, foram em mais consultas médicas, tiveram maior chance de internação nos últimos 12 meses e tiveram mais eventos cerebrovasculares, diabetes, neoplasias, osteoporose, incontinência fecal e urinária.

CONCLUSÃO: Em uma população idosa independente, existem vários indivíduos frágeis e pré-frágeis. A síndrome da fragilidade foi associada com alta morbidade. Pontos de corte para fraqueza, lentidão e baixo nível de atividade física devem ser ajustados para a população em estudo. É essencial identificar idosos frágeis e pré-frágeis para intervenções apropriadas.

Para ler o artigo complete, acesse
http://www.scielo.br/pdf/spmj/v134n5/1806-9460-spmj-1516_3180_2016_0078180516.pdf

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