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Atualização Médica

Indicadores e Estudos

  • De que maneira critérios econômicos interferem na prática médica?

    Nos dias atuais, é vital que o profissional da medicina tenha cada vez mais subsídios técnicos para balizar discussões e avaliações. dessa maneira, o departamento de economia médica da associação paulista de medicina passará a produzir e publicar, periodicamente, estudos sobre diversos assuntos que envolvem questões macroeconômicas na área da saúde.


    Serão abordados temas como o detalhamento da composição dos índices e indicadores econômicos existentes e a construção de novos, acompanhamento do mercado da Saúde, avaliação de relatórios publicados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e demais partícipes do segmento da Saúde, seja no âmbito público ou privado.

    Os assuntos abaixo já estão definidos para os próximos meses:

    Qual a diferença entre índices e indicadores?
    Qual é a composição dos diversos índices econômicos?
    O mercado da Saúde Suplementar.
    Farmacoeconomia: o que é e quais as suas implicações?
    Fique atento, pois a divulgação destas análises e documentos acontecerá por meio de diversos canais de comunicação da APM com seus associados, na própria Revista da APM, e-mails marketing, portal (www.apm.org.br), newsletters e também via cursos, jornadas e fóruns.

    A Associação Paulista de Medicina quer que a classe médica ocupe seu papel como ator, senão principal, mas um dos mais importantes, da prática em Saúde. A entidade tem por dever atuar como polo formador de opinião sobre o tema, elaborando estudos que permitirão fazer a interface entre critérios técnicos e econômicos, resgatando o papel ético nestas discussões.

    Deixar de simplesmente acatar desenhos e definições de formatos de outros atores é mais uma grande responsabilidade que a APM assume.

  • Evolução na saúde suplementar

    A Lei 9.656/99, também chamada "Lei dos Planos de Saúde", foi publicada em 3 de junho de 1998, e definiu parâmetros específicos a serem seguidos por todas as operadoras de planos de saúde. Até então, havia grande assimetria de coberturas, obrigações e direitos.

    Isto significou que todos os planos de saúde, comercializados a partir de 1º de janeiro de 1999, foram colocados no mesmo patamar. Ela definiu inclusive o Rol de Procedimentos de Cobertura Obrigatória, a serem contemplados por todos os planos. Assim sendo, todos os planos assinados a partir desta data passaram a ser denominados "planos regulamentados".

    Já a ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar foi criada pela Lei 9.961, de 28 de janeiro de 2000, ou seja, mais de um ano após a edição da Lei 9.656.

    Como atribuições da ANS temos: normatizar ações relacionadas aos prestadores de serviços da saúde suplementar; acompanhar as relações entre prestadores e operadoras, inclusive quanto à contratualização; discutir e propor critérios de qualidade para o monitoramento da atuação de prestadores no mercado; promover a integração técnica com o Sistema Único de Saúde e desenvolver estudos e pesquisas para aprimorar a qualidade da prestação de serviços.

    Dados do setor

    Ao considerarmos os números fornecidos pela ANS, verificamos que em dezembro de 2000, existiam 31.161.000 de usuários cobertos por planos de saúde de assistência médica (excluindo os planos exclusivamente odontológicos), e este número saltou para 50.516.00 em junho de 2015, ou seja, um crescimento de 62%.

    Este número também informa que quase 26% da população brasileira possui plano de saúde, mas com assimetria na distribuição por estado da Federação, pois mais de 40% do total de usuários estão concentrados no estado de São Paulo. Dependendo da região, SP pode ter quase 60% da sua população coberta por plano de saúde, como é o caso da cidade de São Paulo.

    Com relação à distribuição por tipo de operadora, em junho de 2015, 38% dos 50,5 milhões de usuários estavam relacionados a Cooperativas Médicas, 34% com Empresas de Medicina de Grupo, 15% com Seguradoras de Saúde, 11% com Autogestões e 2% com Entidades denominadas "Filantrópicas" (geralmente planos de Hospitais Beneficentes e Santas Casas). Já no número de operadoras existentes, houve uma contração de quase 49%, saindo de 1.969 em dezembro de 1999 para 1.013 em junho de 2015.

    Fato muito interessante é a grande concentração de usuários em algumas operadoras, pois três delas detêm 20% do total de usuários (9,8 milhões) e 26 concentram mais de 50% do total (25,4 milhões de usuários)

  • Você sabe as diferenças entre os índices IGP-DI, IGP-M, IPCA, INPC e IPC?

    Existe no Brasil um grande número de indicadores de medição da inflação, idealizados pelas áreas econômicas de diversos institutos e entidades sociais. Mas quais os motivos da divergência entre os diversos índices? Os valores apurados não deveriam ser os mesmos?

    IGP-DI (Índice Geral de Preços de Disponibilidade Interna) e IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

    Aferem praticamente as mesmas variações, diferindo principalmente nas datas de medição. Enquanto o IGP-M refere-se ao período do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência, o IGP-DI refere-se a período do dia 1 ao dia 30 do mês em referência.

    Atualmente, o IGP-M é utilizado para a correção de contratos de aluguel e como indexador de algumas tarifas, como de energia elétrica.

    IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

    O IPCA é a principal referência para as metas oficiais de inflação. São coletados mensalmente os preços junto ao comércio, prestadores de serviço, concessionárias de serviço públicos e domicílios, nas regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia (município), Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, tendo como população alvo as famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.

    Já o INPC tem como população alvo as famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos (cerca de 50% do total), com a coleta mensal de dados realizada nos mesmos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e domicílios do IPCA.

    IPC (Índice de Preços ao Consumidor) - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP)

    Divulgado desde fevereiro de 1939, mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo, com base nos gastos de quem ganha de 1 a 20 salários mínimos. É composto pelos preços de alimentação, habitação, transportes, despesas pessoais, vestuário, saúde e cuidados pessoais e educação.

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