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ESPECIAL

18/12/2019 - Inteligência Revolucionária

Por Julia Rohrer (sob supervisão de Giovanna Rodrigues)

A Revista da APM segue com as homenagens aos importantes símbolos que colaboraram aos importantes símbolos que colaboraram para enriquecer a Medicina nos últimos 90 anos. Nesta edição, contamos a trajetória de Dante Pazzanese, fundador da Sociedade Brasileira de Cardiologia e um dos grandes expoentes da área. Nascido no dia 31 de dezembro de 1990, na cidade de Barão de Monte Alto (MG), já estava formado pela renomada Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro com apenas 24 anos de idade. 

Pouco tempo depois, o jovem médico iniciou sua carreira em Itapira, município localizado no interior de São Paulo, até que, em 1928, se mudou para a capital paulista e começou a fazer trabalhos voluntários na Faculdade de Medicina de São Paulo. Um ano depois, ainda na instituição, Pazzanese foi o responsável por estruturar e planejar o Curso de Eletrocardiografia da instituição - prática pioneira para a época. 

Pouco a pouco, ele se aperfeiçoou na área e, por conta de seu comprometimento, organização e empenho, foi até 1933 o único especialista no Brasil a lecionar e elaborar cursos sobre este tema. Aos 37 anos, o cardiologista se casou com uma jovem chamada Anita. Logo depois disso, o então prefeito de São Paulo, Fabio Prado, criou o Hospital Municipal de São Paulo e convidou o médico para ajudar a constituir o Serviço de Cardiologia do local, atuando como diretor. Lá, foi realizado o primeiro curso de Cardiologia de São Paulo. 

GRANDES FEITOS

Seus estudos envolviam buscas por novas técnicas - mais modernas e eficientes - além de métodos baseados no uso de aparelhos que auxiliavam os tratamentos da época. 

Dante Pazzanese também se preocupada em explicar de que forma a atuação da Cardiologia influenciava na sociedade e tinha o intuito de desenvolver mecanismos que contribuiriam para auxiliar a melhora de pacientes que se encontravam em condições de fragilidade. Ele também ouvia as ideias de jovens estudantes pois, para ele, eram repletas de valor e estímulo para a carreira. 

Por ser caracterizado como um profissional que estava sempre em busca do aprimoramento de sua área, fundou a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Além disso, foi o responsável por possibilitar a criação do Instituto de Cardiologia do Estado de São Paulo, em 1954. 

O local, liderado por ele e por Mendonça Barros, reuniu grandes nomes da profissão, como Olavo Pazzanesse, Alberto Ferreria Sampaio Correra e Silvio Bestachi, entre outros importantes especialistas que ajudavam a compor a Cardiologia do Hospital, que logo se tornou referência na área cardiovascular por promover a saúde e oferecer diagnóstico, tratamento e reabilitação aos enfermos, além de desenvolver pesquisas sobre novas tecnologias e terapias.

Dante Pazzanese faleceu no dia 9 de janeiro de 1975, aos 74 anos, em São Paulo. Após a sua morte, o Instituto de Cardiologia de São Paulo passou a levar o nome Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Ele também foi consagrado como patrono da cadeira no 48 da Academia de Medicina de São Paulo.

Trajetória 
Fatos marcantes da vida de Dante Pazzanese 

1925 - Forma-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro
1928 - Muda-se para a capital paulista e passa a trabalhar como voluntário na Faculdade de Medicina de São Paulo
1929 - Responsável por criar o Curso de Eletrocardiografia da Faculdade 
1937 - Atua como diretor no Serviço de Cardiologia do Hospital Municipal de São Paulo 
1954 - Cria o Instituto de Cardiologia do Estado de São Paulo 

Matéria publicada na edição 716 da Revista da APM - Dezembro 2019.