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II CONGRESSO BRASILEIRO DE NEUROGENÉTICA

14/03/2021 - Módulo 6 - Debate

Após os simpósios-satélite, os congressistas se reuniram para um debate, moderado por Acary Bulle, cujo tema foi “My personal view on the future of neurogenetics in the next 5-10 years”. Participaram da conversa os palestrantes internacionais Jeremy Schmahmann (Estados Unidos), Richard Haas (Estados Unidos), Vincenzo Bonifati (Holanda) e Marcelo Andres Kauffman (Argentina).

O moderador relembrou um episódio da série televisiva Star Trek, de 1966, em que para cuidar de um alien doente, os personagens utilizam técnicas avançadas de Saúde. Primeiro, um aparelho chamado “tricorder” escaneia os dados do paciente, identificando as causas da doença. E como tratamento: uma edição genética. A partir do trecho do seriado, Acary pediu aos presentes que comentassem um pouco a realidade atual em termos de terapias genéticas.

“Certamente, estamos distantes da transmissão galáctica de dados”, brincou Vincenzo Bonifati, do departamento de Clínica Genética do Centro Médico da Universidade de Roterdã. Por outro lado, em termos de manipulação genética, estamos mais próximos, afirmou o especialista. “Esse é um assunto de genética e de política. Na Holanda, os líderes estão ouvindo a população acerca da edição de genes, se o país deve ou não seguir esse caminho.”

Marcelo Andres Kauffman concordou com a leitura de Bonifati. “Há também dificuldades técnicas. As tecnologias ainda não são seguras o suficiente para aplicarmos em pacientes. Estamos aprendendo todos os dias com jornais e publicações sobre o perigo dessa edição em animais, por exemplo. Há um caminho para trilhar em terapêuticas e diagnósticos para completarmos a ideia de Medicina individualizada”, acrescentou o diretor de Neurogenética do Hospital Ramos Mejía.

Já o diretor do Centro de Ataxia do General Hospital Massachusetts, Jeremy Schmahmann, reforçou que, apesar das tecnologias avançadas, ele sempre diz aos alunos que os conhecimentos básicos para fazer um bom diagnóstico envolvem os aspectos clínicos, quando o médico senta com o paciente e com os familiares. “O histórico familiar – de irmãos, avós etc. – pode ajudar muito quando não há certezas sobre as repercussões genéticas.”

Na sequência, Richard Haas, codiretor do Centro de Doenças Mitocondriais e Metabólicas da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, ressaltou que em qualquer sequenciamento genético é fundamental e mandatório que os pacientes e familiares consintam. Sobre o futuro da área, sob ótica positiva, afirmou: “Pacientes poderão resolver odisseias diagnósticas; ter diagnósticos de doenças tratáveis; e receber informações genéticas da família”.

Além de Acary Bulle e os palestrantes internacionais, compuseram a mesa do debate virtual os organizadores do Congresso: Sarah Teixeira Camargos, Fernando Kok, Jonas Saute, José Luiz Pedroso e Marcondes França Jr.

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