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HOMENAGEM

22/10/2021 - Patronos da Academia de Medicina de São Paulo

Nova série da Revista da APM destaca a trajetória de grandes nomes da profissão. 

A partir desta edição, nossa revista homenageia os patronos das 130 cadeiras da Academia de Medicina de São Paulo, destacando dez deles por vez. São renomados profissionais, que fizeram história na Medicina paulista e brasileira. 

PATRONO CADEIRA N° 1   

Luiz Pereira Barreto
(1840-1923)

Egresso da Faculdade de Medicina da Universidade de Bruxelas (Bélgica), obteve habilitação para exercer a profissão no Brasil pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1865. Nos anos de 1880, teve papel preponderante no combate à febre amarela. Após a Proclamação da República, foi eleito, em 1891, senador estadual e primeiro presidente da Assembleia Constituinte. Foi um dos fundadores da Academia de Medicina de São Paulo (à época Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo), em março de 1895, e seu primeiro presidente. Também foi sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e membro-fundador da cadeira nº 3 da Academia Paulista de Letras.

PATRONO CADEIRA N° 2

Octávio de Carvalho
(1840-1923)

Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro. Foi o grande protagonista da criação da Escola Paulista de Medicina (EPM) em 1933, hoje ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Além de fundador, diretor e consolidador da EPM, atuou na cátedra de clínica médica, deixando-a em 1961, compulsoriamente, por ter atingido a idade limite de 70 anos. Ao longo dos anos, publicou diversos trabalhos, particularmente sobre úlceras gastroduodenais, hipertensão arterial e um novo método para o diagnóstico radiológico de apendicite.

PATRONO CADEIRA N° 3

Rodolpho de Freitas
(1899-1974)

ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e concluiu os estudos na Faculdade de Medicina da Praia Vermelha (RJ), em 1927. No ano de 1933, tornou-se cofundador da Escola Paulista de Medici - na (EPM). Foi combatente no Movimento Constitucionalista de 1932 e também tomou parte no movimento revolucionário de 1964. Realizou a primeira cistectomia radical no Brasil. Atuou como professor catedrático durante 32 anos, até a sua aposentadoria compulsória, em 1965. Exerceu também a chefia do serviço de urologia do Hospital do Mandaqui.

PATRONO CADEIRA N° 4

Mário Rubens Guimarães Montenegro
(1840-1923)

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em 1946. Em 1954, recebeu uma bolsa de estudos para aperfeiçoa - mento nos Estados Unidos pela Kellogg’s Foundation. foi um dos principais responsáveis pela fundação da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (FCMBB), em 1962. Na instituição, fundou o curso de pós-graduação em Patologia, que trouxe relevância à pesquisa na instituição, pois agregava um grupo de pesquisadores não-médicos, apresentando assim a importância da pesquisa em Patologia com profissionais de diferentes áreas de atuação.

PATRONO CADEIRA N° 5

Alfonso Splendore
(1871-1953)

Nascido na Itália, graduou-se em Medicina e Cirurgia na Universidade de Roma, em 1897. Com desejo de expandir seus conhecimentos sobre as doenças existentes nos trópicos, resolveu viajar para o Brasil. Foi companheiro de Adolfo Lutz em pesquisas feitas no Instituto Bacteriológico do Estado de São Paulo. Considerado como o pesquisador que primeiro visualizou o agente da toxoplasmose, aos 32 anos já havia realizado uma pesquisa cujo resultado foi apresentado a uma revista de nível internacional. Foi avô, por parte de mãe, do fundador da Cadeira nº 5, Affonso Renato Meira.

PATRONO CADEIRA N° 6

Nagib Faris Michalany
(1895-1982)

Graduou-se com apenas 21 anos pela Faculdade de Medicina de Constantinopla, na Turquia. Durantes os estudos, se revelou um dos melhores alunos e recebeu prêmios em diversas disciplinas. Após sua formatura, partiu para Londres, a fim de se aperfeiçoar em cirurgia. Era um exímio cirurgião geral, que dominava todos os campos, desde a amigdalectomia até a histerectomia. Na Revolução de 1932, tanto Nagib Faris Michalany quanto sua esposa participaram intensamente da luta e ensinaram o filho, Jorge Michalany, o amor pela terra que os hospedou. E em 1935, Nagib Michalany recebeu do presidente Getúlio Vargas o título de Cidadão Brasileiro.

PATRONO CADEIRA N° 7

Mathias Octavio Roxo Nobre
(1907-1979)

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 1933. Foi radiologista e um pioneiro da radioterapia no Brasil, tendo publicado 66 trabalhos, e ministrado 300 aulas em diversos cursos. No ano de 1939, iniciou o tratamento radioterápico ambulatorial dos pacientes da Escola Paulista de Medicina e, em parceria com Antônio Prudente, foi precursor da Associação Paulista de Combate ao Câncer, em 1940. Assinou a ata de fundação do Colégio Brasileiro de Radiologia, em 1948.

PATRONO CADEIRA N° 8

Durval Rosa Borges
(1912-1999)

Se formou médico no Rio de Janeiro, em 1933, pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (Praia Vermelha). Além da clínica privada em seu laboratório, atendeu, em diferentes períodos, institutos e hospitais. Na APM, foi presidente do Departamento de Previdência no período de 1946 a 1952, quando foi criado o selo médico. Foi representante da Associação na criação da AMB e presidiu a Academia de Medicina de São Paulo no biênio 1966-1967.  

PATRONO CADEIRA N° 9

Marcelo Pio da Silva
(1915-1994)

Formado pela Escola Paulista de Medicina, em 1941. Fez sua carreira universitária na EPM, tendo sido diretor do Serviço de Hematologia Clínica, cargo que ocupou até 1951. Conquistou a livre docência em 1967 e, por concurso, em 1971, tornou-se professor titular da disciplina de hematologia da EPM. Não somente organizou a disciplina, mas formou grande número de hematologistas que atuaram em postos de destaque em diversas escolas de Medicina do País.

PATRONO CADEIRA N° 10

Flamínio Fávero
(1895-1982)

Em 1919, formou-se na primeira turma da Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Foi diretor da Faculdade de Medicina da USP e professor de Medicina Legal da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Dedicou toda a sua vida ao desenvolvimento da Medicina Legal, Deontologia médica e Medicina do Trabalho. Foi o idealizador do Conselho de Medicina, sendo o seu primeiro diretor, de 1955 até 1964. Sua inscrição no Conselho Regional de Medicina de São Paulo é a de número 001.

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