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27/02/2018 - 5 de abril: médicos, pacientes e demais profissionais de Saúde abraçam Catedral da Sé por melhorias no SUS

Ato público terá ainda atores interpretando pacientes em performance sobre mazelas da rede pública de saúde. Em cadeiras de rodas, macas jogadas ao chão farão referência ao que, infelizmente, não é raro em hospitais do Brasil atualmente

Integrantes da Frente Democrática em Defesa do SUS se reuniram na sede da Associação Paulista de Medicina, em 26 de fevereiro, para definir um cronograma de mobilização por financiamento adequado e melhorias no Sistema Único de Saúde. Além de reuniões políticas em Brasília e audiências com as secretarias estadual e municipal de Saúde de São Paulo, ficou definido, para 5 de abril, ato público partindo da sede da APM até a Catedral da Sé.

O protesto foi propositalmente marcado às vésperas de 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, para chamar a atenção dos cidadãos, da mídia e para colocar a discussão em pauta em todos os setores da sociedade. É fundamental lembrar que praticamente 100% dos brasileiros dependem da rede pública, desde a atenção primária à terciária. São exemplos as vacinações em massa, os transplantes hepáticos e, agora mesmo, os mutirões de vacinação contra a febre amarela.

Ato público
O ato público de 5 abril terá como ponto de concentração a sede da Associação Paulista de Medicina que, nesta data, estará com toda a sua fachada de 14 andares coberta por uma bandeira de 25 metros, em defesa do SUS.

Da APM, manifestantes caminharão até a Praça da Sé onde, por volta de 12h, ao som dos sinos, abraçarão a Catedral da Sé, fazendo um minuto de silêncio em solidariedade aos pacientes que sofrem aguardando acesso e atendimento digno em todo o País, e ainda soltarão mil balões brancos.

Antes do abraço à Catedral da Sé, atores interpretarão pacientes em performance sobre as mazelas da rede pública de saúde. Em cadeiras de rodas, macas jogadas ao chão farão referência ao que, infelizmente, não é raro em hospitais do Brasil atualmente.

Encontros políticos
Sobre os encontros em Brasília, o diretor de Defesa Profissional da APM, Marun David Cury, afirmou que a APM tem forte atuação na Frente Parlamentar da Medicina: “Precisamos nos reunir com líderes partidários e expor nossas discussões. Inclusive, temos que pressionar o ministro da Saúde, Ricardo Barros, visto como um ‘gestor excelente’, mas que está estrangulando o SUS. Devemos ocupar todos os espaços para dar visibilidade ao nosso movimento”.

O médico e vereador Gilberto Natalini ressaltou a importância da união e do fortalecimento das entidades representativas em prol do sistema público. “Hoje, temos de deixar para trás o descrédito e voltar a confiar na mobilização e na luta. Juntos - profissionais de Saúde, pacientes, gestores e políticos -, podemos avançar e reverter o caos da rede pública”.

“Temos mais recursos destinados ao sistema privado, para 50 milhões de pessoas, do que para o sistema público de saúde, que atende o triplo dessa quantidade. Além disso, a PEC do Teto vai restringir ainda mais os gastos para as áreas primárias essenciais, como Saúde e Educação. É preciso união para transformar”, acrescentou João Sobreira de Moura Neto, diretor adjunto de Defesa Profissional da APM.

A reunião foi dirigida pelo presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral. Participaram ainda da mesa que conduziu os trabalhos João Inácio Mildner (Arquidiocese de São Paulo), Jonatas da S. Souza (Crefito-3), Neide Aparecida Sales Biscuola (APCD), Silvio Cecchetto (ABCD), Gabriela Cardoso Gazola (ComSaúde/Fiesp), Renata Andréa Pietro Pereira Viana e Fabíola Campos (Coren-SP) e Renato Azevedo Júnior (Cremesp).

Histórico e próximo encontro
A Frente Democrática em Defesa do SUS foi reativada em outubro do ano passado, tendo realizado um ato público em frente à Câmara Municipal de São Paulo no dia 16, com o objetivo de denunciar a desregulamentação do sistema público observada ao longo dos últimos anos. Médicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais e autoridades públicas, integram o movimento.

O grupo voltou a se reunir em 27 de novembro e em 7 de dezembro, na APM. Depois, visitou o vice-governador de São Paulo, Márcio França, no dia 14 de dezembro, e o senador José Serra, em 16 de janeiro deste ano, para solicitar apoio à luta pelo Sistema Único de Saúde, que completa 30 anos em 2018.

O próximo encontro da Frente será no dia 12 de março, na sede da Associação Paulista de Medicina, para discutir a elaboração da carta aberta à população esclarecendo sobre o sucateamento do SUS. Também serão definidas as datas de encontros com os parlamentares em Brasília e das audiências com as secretarias estadual e municipal de São Paulo.

Fotos: BBustos Fotografia

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