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09/10/2019 - APM realiza simpósio inédito sobre Medicina do Exercício e do Esporte

“A ideia principal do nosso evento é mostrar que a Medicina do Exercício e do Esporte não é só voltada para o atleta de performance, mas para a população em geral”, informa Fernando Bianchini Cardoso, coordenador do I Simpósio de Medicina do Exercício e do Esporte da APM, realizado pelo Departamento Científico de Medicina Desportiva da Associação Paulista de Medicina, em 5 de outubro, na sede da entidade.

Segundo Cardoso, as aulas foram escolhidas sobretudo para que médicos de diversas especialidades e profissionais da Saúde compreendam que a prática esportiva direcionada a algum tratamento específico contribui de forma significativa na melhoria dos pacientes.

“Observamos que a Medicina tem mudando sua visão sobre a prática da atividade física. Isso ocorre porque, se continuarmos a enxergar que o nosso paciente deva ser tratado apenas com medicamento, teremos um resultado pouco alcançado. E hoje em dia, o assistido tem muito conhecimento; é necessário que o médico dialogue sobre novas formas de cuidados para que ele se sinta motivado a continuar com a terapia”, destaca.

O médico do Esporte Ahmad Hassan Ayoub, colaborador do Simpósio, concorda que o exercício físico ajuda a combater algumas doenças ou substituir medicamentos, ou pode se aliar remédios com prática, além de ser fundamental a atuação multiprofissional entre médicos e profissionais da Saúde, como dentistas, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos.

“Ultimamente, até pela ajuda de divulgação na mídia, você consegue observar o aumento de pessoas praticando alguma atividade física ao ar livre, em academias e até mesmo na própria casa. E os médicos estão tendo a consciência e o interesse de procurar outras áreas para falar a mesma língua e, assim, trazer mais benefícios ao paciente.”

Nesse sentido, o evento – de acordo com os organizadores – propos, sobretudo aos assistidos crônicos, que a prática esportiva não é prejudicial. “Queremos quebrar esse paradigma, porque há sim uma melhora significativa, não só no aspecto físico, como no mental”, informa Ayoub.

Por isso, a nossa ideia e os temas buscaram mostrar para as pessoas com osteoporose, hipertensão ou diabetes, por exemplo, que é possível ter um tratamento mais adequado com exercício físico”, acrescenta Cardoso.

O evento ainda contou com a colaboração do médico do Esporte, ortopedista e traumatologista Hector Aníbal Silva Casafus, e com o apoio da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (Spamde).

As palestras foram organizadas em:

“Prescrição de Atividade Física na Coronariopatia”, com Michel Youssef Muniz Domingos;
“Prescrição de Atividade Física no DM Tipo II”, com Victor Queiroz de Miranda;
“Prescrição de Atividade Física no Câncer”, com Denise Denari;
“Prescrição de Atividade Física na Fibromialgia”, com Hésojy Gley da Silva;
“Prescrição de Atividade Física na Depressão”, com Bruno Magnani Lobo Alvarez Perez;
“Prescrição de Atividade Física na Osteoporose”, com Ana Paula Simões;
“Prescrição de Atividade Física na Lombalgia”, com  Adriano Leonardi;
“Prescrição de Atividade Física na Osteoartrose”, com Jan Willem Cerf Sprey;
“Prescrição de Atividade Física na Insuficiência Arterial Periférica”, com Gustavo Magliocca;
“Prescrição de Atividade Física na Insônia”, com Taline Santos da Costa;
“Prescrição de Atividade Física na Obesidade”, com Karen Pachón; e
“Prescrição de Atividade Física e Hipertensão Arterial”, com Fernando Bianchini Cardoso.

Fotos: Louise Amêndola

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