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23/08/2019 - Associação Paulista de Medicina presente no Summit Saúde Brasil 2019

O evento promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo debateu em painel os 10 anos de regulamentação dos planos de saúde

O presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, foi um dos debatedores do painel “10 anos de regulamentação dos planos coletivos: o que mudou para o consumidor depois das Resoluções Normativas 195 e 196, de 14 de julho de 2009”, durante o Summit Saúde Brasil 2019, evento realizado pelo jornal O Estado de São Paulo no dia 22 de agosto. 

O reajuste anual acima da média inflacionária do País, segundo ele, é o principal desafio à saúde suplementar. “Se calcularmos os reajustes que têm sido impostos aos planos de saúde, em média nos últimos cinco anos, chegaremos provavelmente em uns 80% de correção. Isso não acompanha a inflação, a capacidade financeira da sociedade. É absolutamente necessário que esse primeiro ponto seja revisto”, alerta.

“Se não encontrarmos novas formas de equacionar a adesão à saúde suplementar, dificilmente conseguiremos acompanhar os níveis de reajustes que a temos assistido”, acrescenta Amaral.

O debate contou ainda com a presença do presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab), Alessandro Acayaba de Toledo, do presidente e diretor de gestão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca, e do ministro do Supremo Tribunal da Justiça, Ricardo Villas Boas Cuevas.

“Representamos aqui quatro olhares: justiça, agência reguladora, administradora de benefícios e médicos. Nessas quatro posições que ocupamos, não temos outra razão a não ser defender os pacientes que assistimos enquanto médicos ou cidadãos. Tenho certeza de que não estão satisfeitos, apesar do nosso esforço. Precisaríamos tratar isso como um problema multifatorial. Além disso, os desperdícios ainda são imensos, em torno de 20%. É necessário que haja maior controle.”

O presidente da APM ainda destacou os avanços na área médica em melhores evidências científicas, seja em recursos de diagnóstico ou tratamento. “Não é possível termos essa lentidão na incorporação de novas tecnologias, sem uma análise adequada e independente. Não temos ainda uma independência na avaliação de tecnologias no País. É importantíssimo que isso seja feito.”

Por fim, ele afirma que a implementação da ANS foi um avanço no sentido de regular os planos de saúde do Brasil nos últimos anos. No entanto, há questões que devem ser levadas em consideração, com maior atenção para os diferentes perfis de prestadores de serviços. “Há pelo menos três tipos: hospitais, laboratórios e médicos, que querem tratamentos específicos da agência, da justiça e entre os próprios prestadores. Há muitas ações que precisam ser feitas rapidamente com eficiência e sinergia”, conclui.

Fotos: BBustos Fotografia

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