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15/09/2020 - Brasil segue registrando alta em número de casos de dengue

O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde que monitora os casos de dengue no Brasil foi atualizado nesta segunda-feira, 14 de setembro, trazendo informações até o fim da 34ª Semana Epidemiológica - período de 29 de dezembro de 2019 a 22 de agosto de 2020. De acordo com a publicação, até o momento foram notificados 924.238 casos prováveis de dengue em todo o Brasil, com taxa de incidência de 439,8 casos a cada 100 mil habitantes.

Assim como nas análises anteriores, a região Centro-Oeste ainda tem a maior taxa de infectados em todo o País, com 1.159,9 casos/100 habitantes. Em seguida, estão as regiões Sul, apresentando uma média de 929,2 casos/100 mil habitantes; Sudeste, com 339,1 casos/100 mil habitantes; Nordeste, registrando 240,7 casos/100 mil habitantes; e Norte, com 106,7 casos/100 mil habitantes.

Diante deste cenário e do crescimento gradativo no número de casos, os estados do Acre, Bahia, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal destacam-se por apresentarem uma incidência acima da média comparada com o restante do Brasil.

Até o momento de divulgação da análise, 751 casos de dengue grave e 8.626 casos de dengue com sinais de alarme foram confirmados, enquanto outros 480 estão sendo investigados. O total de óbitos confirmados foi de 465, 81,3% (378) deles por critério laboratorial e outros 18,7% (87) por critério clínico-epidemiológico. A maior concentração de óbitos confirmados está nos estados do Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 225 óbitos estão sendo investigados

A média de óbitos está concentrada nos pacientes de faixa etária acima dos 60 anos, visto que eles correspondem a 57,8% (269) dos óbitos confirmados pela arbovirose. Há uma distribuição equivalente nas mortes entre ambos os sexos e para os pacientes acima de 80 anos a letalidade tende a ser mais elevada.

Outras arboviroses

As informações sobre Chikungunya demonstram que, até a 34ª Semana Epidemiológica, foram registrados 66.788 casos prováveis da infecção, com taxa de incidência de 31,8 casos por 100 mil habitantes.

Nordeste e Sudeste seguem sendo as regiões com as maiores taxas de incidência, sendo 79,2 casos/100 habitantes e 22,0 casos/100 mil habitantes, respectivamente. Neste sentido, o estado da Bahia concentra 49,6% dos casos prováveis do vírus e o Espírito Santo 19,8%.

A publicação demonstra que 12 óbitos por Chikungunya foram confirmados por critério laboratorial. Eles estão distribuídos entre os estados da Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Outros 18 óbitos estão em investigação.

A análise dos dados de Zika Vírus é referente aos dias 29 de dezembro de 2019 a 01 de agosto de 2020. Ela destaca que 5.959 casos prováveis de Zika foram notificados durante este período, apresentando uma incidência de 2,8 casos a cada 100 mil habitantes.

A região que apresentou as maiores taxas de incidência da doença foi o Nordeste, constatando 7,3 casos a cada 100 mil habitantes. Em seguida, está o Centro-Oeste, com 3,4 casos/100 mil habitantes e o Norte, apresentando 2,0 casos/100 mil habitantes. A Bahia concentra 49,6% dos casos de Zika no Brasil e até o período da 34ª Semana Epidemiológica não foram confirmados óbitos por conta do vírus no País.