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12/06/2018 - Congresso de Medicina Desportiva reúne especialistas em fim de semana científico

Entre os dias 8 e 10 de junho, médicos, palestrantes e expositores estiveram na Universidade Anhembi Morumbi (Vila Olímpia) para participar do XIV Congresso Paulista de Medicina Desportiva. A programação científica foi farta, com convidados falando de temas diversos em mesas, simpósios, fóruns e conferências, além das apresentações de casos clínicos e de trabalhos.

Um dos destaques do evento foi a conferência “Copa do Mundo 2018: quais as novidades esperadas na Medicina do Futebol?”, que convocou ao debate o ex-jogador Mauro Silva, campeão do mundo em 1994, e o médico Moises Cohen, diretor médico da Federação Paulista de Futebol (FPF). A conversa foi mediada pelo médico Michel Youssef.

Cohen falou sobre a parceria ativa entre os dois Centros Médicos de Excelência FIFA que estão em São Paulo: o da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o da Universidade de São Paulo (USP). “Ambos, junto da FPF e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), têm realizado reuniões regulares com o objetivo de integrar e valorizar a figura do médico no futebol e no esporte em geral.”

Conforme explicou o especialista, que também é professor titular da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, são diversas as atividades. Entre elas: a análise gratuita de 30 times de futebol antes do início da temporada; o acúmulo de dados que são entregues aos clubes; a entrega de 60 malas médicas para 60 clubes das séries A1, A2 e A3, com desfibrilador e material necessário para atendimento em campo; e o treinamento e a capacitação para os médicos dos clubes, com certificados de educação continuada.

“Lá em 1994, a preocupação dos médicos era com o tratamento em cima de uma contusão. Não havia o processo de prevenção que existe hoje. Eu, com 20 anos, já tinha feito três cirurgias. Até os dias de hoje, as principais mudanças são em relação à ciência, à informação e à tecnologia. Elas alteraram a questão dos treinamentos, carga de trabalho, recuperação e prevenção”, destacou Mauro Silva.

O ex-jogador é vice-presidente de Integração da FPF e acredita que hoje há uma mudança de comportamento no futebol brasileiro. “Por vezes, há uma visão míope. Se investe tanto em jogadores, mas não em manter um departamento médico estruturado para que as grandes estrelas estejam mais tempo dentro de campo. Muitas vezes o clube, por não ter uma gestão profissional, apresenta essa dificuldade. Felizmente, isso começa a mudar no Brasil”, completou.

 

Aplicativos e tecnologia

Outra novidade da programação do Congresso foi a realização do Fórum Público “Aplicativos em Medicina do Exercício e do Esporte”, com moderação de Hesojy Gley e transmissão para o público externo, a fim de integrar sociedade e médicos na discussão. O educador físico Ciro Winckler, que atua no Comitê Paralímpico Brasileiro, mostrou aos presentes um pouco dos aplicativos que estão disponíveis hoje, monitorando tanto as variações internas quanto externas.

“Hoje, são muitas as novidades. Há aplicativos que podem detectar a predição de lesão ou indicar um overtraining, por meio de algoritmos. Isso é calculado pelos questionários com os atletas e pelos vestíveis que recolhem esses dados. Também podemos ver que periódicos científicos, como o British Medical Journal, já realizam revisões de aplicativos”, detalhou.

Felipe Hardt, médico do Comitê Olímpico Brasileiro, falou um pouco dos resultados possíveis com a utilização dos aplicativos. Também ressaltou a importância de os médicos saberem atuar em parceria com esses instrumentos, da maneira correta com seus pacientes, de acordo com o caso de cada um.

 

Programação científica

O Congresso presidido por Maíta Poli de Araújo reuniu diversas atividades. Houve debates sobre temas como doping e antidoping; síncope no atleta e os desafios de diagnóstico; predição da fadiga; técnicas e tecnologias no tratamento da dor do atleta; recovery; equipamentos para teste cardiopulmonar; e avaliação pré-participação esportiva moderna; entre outros.

Também houve premiação aos melhores trabalhos. Nos apresentados oralmente, venceu Nicole Nardy Razuck, com o trabalho “Avaliação indireta da força de resistência isométrica do core de alunos ingressantes em um instituto de treinamento”. Já na votação do melhor pôster, via aplicativo, venceram Lucas Galera e Fábio Passos, com o trabalho “Determinação da força muscular do músculo sartório, através do cálculo de sua secção transversa, por análise morfométrica de peças anatômicas”.

Após o encerramento, houve Assembleia da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (Spamde).

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Fotos: Marina Bustos

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