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13/03/2018 - Diretoria da APM discorda de avaliação do ministro da Saúde

Na última quinta-feira, 8 de março, o diretor de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina, Marun David Cury, participou da reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (ComSaúde/Fiesp), que contou com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros. No  encontro na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Barros tratou de temas como gestão do sistema de Saúde, febre amarela e sarampo, entre outros.

“A apresentação de Barros foi muito voltada para a sua gestão e aparentemente bem recebida pelos presentes. O que observamos na prática, entretanto, é que faltam recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS). É evidente. A gestão é importante, mas sem investimentos financeiros não adianta. Percebemos que o Governo Federal cada vez mais terceiriza a Saúde, empurrando a responsabilidade para municípios e estados, ou com a criação dos planos de saúde ditos populares”, avaliou Marun Cury.

Para o diretor da APM, o grande público não tem a mesma percepção do ministro no que se refere ao avanço administrativo do SUS. “O sistema ainda tem filas imensas para marcação e realização de consultas ou cirurgias. A declaração de Ricardo Barros foi interessante, mas na prática não vemos surtir os efeitos que esperamos.”

 

Sarampo e febre amarela

Apesar dos 30 casos suspeitos de sarampo em Roraima (com uma morte confirmada), o ministro declarou que a doença está sob controle no País desde 2016 e que não há chances de que ela volte a se espalhar. Ele também reforçou que o ministério da Saúde determinou a vacinação de 400 mil pessoas para bloquear essa possibilidade.

“Há dois anos, declaramos a eliminação do sarampo no Brasil e agora estamos com esses casos importados da Venezuela. A situação não é preocupante porque está sob controle e as medidas estão tomadas. Todos os casos identificados vieram do país vizinho e não há nenhum autóctone do Brasil”, disse.

Sobre a febre amarela, Barros afirmou que a população já percebeu que o risco é relativo. “Manteremos a vacinação, os estados estão prorrogando as campanhas e vamos buscar alcançar os 95% de cobertura nas áreas que foram recomendadas.”

 

*Com informações da Agência Brasil