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11/06/2018 - Médico jovem: representantes das especialidades em evento na APM

Na noite de 7 de junho, a Comissão do Médico Jovem da Associação Paulista de Medicina, vinculada à diretoria de Defesa Profissional, promoveu um jantar com representantes das sociedades de especialidades para iniciar as discussões sobre os principais desafios enfrentados pelos recém-formados, nos dias atuais. O evento ocorreu na sede da entidade.

Na ocasião, o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, falou da importância de os jovens profissionais se integrarem à Associação, legítima representante da classe no estado de São Paulo. “É um momento muito especial receber médicos mais jovens nesta casa, uma vez que a presença de vocês significa a esperança da renovação. Tenho um grande amigo, o professor Paulo Nathanael, que diz que a renovação garante a perenidade das instituições. Queremos ouvi-los para saber quais as suas expectativas e como podemos nos moldar. Em contrapartida, é uma oportunidade de vocês conhecerem melhor a atuação da APM.”

O encontro também objetivou informar aos presentes sobre o Fórum do Médico Jovem – que será organizado pela APM em 21 julho, sob os eixos temáticos carreira, saúde e futuro tecnológico na área médica. “Esperamos contar com vocês como multiplicadores, seja em suas sociedades, em contato com os colegas de residência ou no meio acadêmico, para participar desse encontro que pretende ser menos expositivo e mais participativo. Faremos ainda uma carta de declaração sobre os rumos que tomaremos com os itens propostos”, declarou o presidente da Comissão do Médico Jovem da APM, Gustavo Barros.

O médico e ex-deputado federal Eleuses Paiva sugeriu à Comissão, desde já, montar um grupo pequeno para elaborar um programa mínimo de estratégias políticas possíveis para apresentar aos candidatos à Presidência da República, governadores e pautar os parlamentares que também postulam uma cadeira. “Precisamos divulgar cada vez mais o que pensamos enquanto médicos, cidadãos e profissionais da Saúde para combater qualquer tipo de adversidade à nossa categoria.”

 

Desafios

O diretor de Defesa Profissional da APM, Marun David Cury, destacou a finalidade da Comissão do Médico Jovem, surgida em novembro de 2016. Fazem parte do grupo, além de Barros, Ricardo Imaizumi Pereira, Julio Leonardo Barbosa Pereira, Diana Lara Pinto de Santana e Jamile Barbosa Pereira. “Reativamos a equipe porque sou sexagenário e os nossos companheiros de entidade também. Nada melhor que os médicos jovens para expor as dificuldades enfrentadas hoje. Os desafios são grandes para todos, mas para quem está no início da carreira são ainda maiores”, destaca.

Segundo Marun, a união da classe médica é fundamental para lutar por melhores condições de trabalho. “Somos hoje quem mais paga impostos no País. Além disso, daqui a 10 anos, teremos uma média de 800 mil médicos formados, e como será a nossa atuação, frente a esse boom de mercado? Horas semanais exaustivas de trabalho e médicos jovens se suicidando são outros pontos. Por isso, realizamos esse jantar para começar a discutir essas dificuldades.”

O diretor Administrativo e ex-presidente da APM, Florisval Meinão, também citou a abertura indiscriminada de escolas médicas, em sua maioria particulares, sem qualquer comprometimento com a boa formação profissional; a contratação cada vez mais escassa de médicos na saúde pública e salários baixos, além do valor dos honorários na assistência suplementar não ter atingido o reconhecimento ideal.

 

“Sou um jovem contaminado com o vírus do associativismo e da Medicina. Por isso, queremos que vocês sejam contaminados com essa causa e passem esse vírus para os demais”, brincou o diretor adjunto de Defesa Profissional, João Sobreira de Moura Neto.

 

Expectativas

É interessante a proposta de aproximar as especialidades médicas”, disse o urologista César Augusto Braz Juliano. Para ele, a reunião contribuirá para ampliar o conhecimento sobre o mercado médico, por exemplo, pouco difundido no meio acadêmico. “Informações sobre economia, negociação, administração e marketing não são exploradas na faculdade. É importante expandir esse horizonte.”

 

A dermatologista Ana Maria Corbetti também contribuiu com os desafios em sua especialidade. “Hoje, há manicures oferecendo dermaroller (espículas de metal que perfuram a pele até obter o sangramento), e aplicação de botox sendo feita por dentistas e fisioterapeutas.  O que sobra para nós são as complicações, como preenchimentos mal feitos e cirurgias plásticas mal indicadas. Seria importante definirmos ao máximo possível que qualquer procedimento invasivo deve ser feito por profissionais especializados”, sugeriu.

 

Por fim, Gustavo Barros reforçou o convite para que os especialistas jovens participem das decisões da Comissão: “Estamos entre os melhores e esperamos que vocês também façam parte dessa equipe. Muitas vezes, não sabemos o que fazer quando nos deparamos com esses grandes problemas surgidos dentro de nossa especialidade ou na Medicina geral. Entretanto, gostaria que soubessem que as pessoas que vocês procuram também estão procurando por vocês, e queremos trazê-los para cá”, concluiu.

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