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12/04/2018 - Negociações: diretoria da APM recebe representantes da SulAmérica

Nesta quarta-feira, 11 de abril, representantes da operadora de planos de saúde SulAmérica estiveram na sede da Associação Paulista de Medicina (APM). O encontro girou, fundamentalmente, entre os reajustes reivindicados pela Comissão Estadual de Negociação para os prestadores da saúde suplementar e uma possível ampliação do escopo de benefícios que a APM oferece aos seus associados que têm planos de saúde SulAmérica.

Receberam os empresários o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, o diretor de Defesa Profissional, Marun David Cury, e o diretor de Tecnologia da Informação, Antonio Carlos Endrigo. Pela SulAmérica, participaram Tereza Villas Boas Veloso, diretora de Técnica Médica e Relacionamento com Prestadores, e Raquel Imbassahe, superintendente.

Quanto às negociações por reajustes, os médicos mostraram a pauta de 2018 à operadora. Para este ano, os itens solicitados são: correção de 12,7% nos valores de consultas e procedimentos médicos; recomposição da valorização dos procedimentos médicos, utilizando como base a “portificação” proposta pela CBHPM e apresentando um plano progressivo de reajuste; apresentação e negociação prévia de qualquer formato de remuneração médica que seja diferente do atual, de pagamento por serviços prestados; e estabelecimento de canal permanente de relacionamento e negociação com as entidades médicas.

Benefícios aos associados
“Essas ampliações seriam voltadas à gestão de cuidados médicos, a ações de promoção de saúde e de prevenção de doenças dos diferentes grupos de associados – de maneira mais relacionada ao gênero e idade de cada um. Além da estruturação de um banco de dados de saúde, como resultados de exames, iniciativa do nosso departamento de TI”, disse Amaral.

Dando continuidade ao projeto de gestão dos exames, o presidente da APM explicou a motivação: “Às vezes, você faz um exame aqui, outro lá, e acaba esquecendo dos que já fez. Assim, perde-se de vista a evolução dos resultados ao longo do tempo e isso resulta, frequentemente, em repetição desnecessária de investigações que certamente prejudicam o paciente em questão”.

“Temos um grande desafio, de integrar informações não só de médicos, mas de toda a cadeia de saúde. Isso irá diminuir desperdício no sistema e melhorar a assistência ao paciente”, considerou Tereza.

Outra questão é a ideia de a APM desenvolver, junto das operadoras, projetos específicos de Medicina preventiva, de acordo com faixa etária, gênero e determinados fatores de risco, avaliados especificamente para aquelas condições clínicas. No sentido de detectar as doenças que têm grande possibilidade de acontecerem nesse perfil, ou manter sob controle as que já estão em curso.

“Também nos proporíamos a trabalhar na criação de programas de educação destinados a médicos referenciados de cada plano de saúde, que lhes permitissem desenvolvimento profissional contínuo. Um dos projetos é a atualização dos profissionais no que tange à busca de informação e análise na literatura médica. E a utilização da ferramenta e a identificação das melhores evidências científicas para a tomada de decisão”, antecipou Amaral.