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10/02/2020 - Presidente da APM prestigia posse na Faculdade de Medicina da Santa Casa de SP

Na manhã do dia 7 de fevereiro, José Eduardo Lutaif Dolci tomou posse como novo diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (gestão 2020/2023 – confira a relação completa da Diretoria abaixo). Ele substituiu a Diretoria encabeçada por Paulo Carrara de Castro (gestão 2017/2020). O presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, participou da cerimônia de transmissão de cargo.

“A perenidade das instituições é fundamentada na sua renovação. Hoje, assistimos uma transição muitíssimo feliz. O professor Carrara fez uma brilhantíssima gestão e a transmitiu ao professor Dolci, que também tem uma longa e brilhante trajetória nesta faculdade. São duas pessoas fabulosas; temos a absoluta certeza de que a Santa Casa vem de boas mãos e continuará em boas mãos”, parabenizou Amaral.

José Eduardo Lutaif Dolci graduou-se em Medicina em 1978, pela própria Santa Casa de São Paulo, fazendo parte da 11ª turma. Cursou residência em Otorrinolaringologia, formando-se em 1982, pela mesma entidade. “É uma relação de quase meio século, são 48 anos de história. Desde que pisei aqui, adquiri mais um sobrenome, sou o Dolci da Santa Casa. No entanto, ninguém vai a lugar algum ou alcança seus objetivos e conquistas sozinho; quando olho a linha de chegada, está repleta de pessoas que me ajudaram e me carregaram até aqui”, agradeceu.

Durante 17 anos, ele dedicou-se à docência de graduandos e residentes. “Aprendi muito mais do que ensinei, criamos ambulatório para cirurgia plástica para pacientes que não tinham condições socioeconômicas”, destaca. Dolci ainda avalia que, atualmente, a instituição conta com uma estrutura bastante organizada, com um conselho atuante e participativo, comandado e orientado pelos médicos Eurico Ramos e Paulo Fonseca.

“É claro que teremos muitos desafios pela frente, e a nossa instituição precisa continuar a crescer em parceria permanente e constante com os nossos hospitais, com a nossa Santa Casa de São Paulo. Para tal, precisamos continuar fortes na assistência, na pesquisa, no ensino e na gestão. A relação da Santa Casa engloba a faculdade e a irmandade, com os poderes constituídos: estado, município, federação, Ministério Público, Tribunal de Contas, imprensa e população. Precisamos urgentemente reestabelecer o nível de confiança que sempre existiu no passado e deverá existir no futuro, para que possamos voltar a dar à população tudo o que ela merece em termos de assistência, saúde e ensino.”

O novo diretor também falou da importância de resgatar a humanização entre médico e paciente. “É nossa missão formarmos médicos e profissionais da Saúde com conhecimento científico do mais alto nível, seres humanos capazes de transmitir amor e minimizar o sofrimento dos nossos pacientes. Esta instituição sempre se empenhou e teve como lema essa missão. Nossos egressos têm essa marca registrada e não vamos nos afastar disso jamais”, ressaltou.

Irineu Francisco Delfino Silva Massaia foi anunciado como vice-diretor. Como diretores e vice-diretor da Medicina, foram nomeados Adriano Namo Cury e Giselle Burlamaqui Klautau. Lívia Keismanas de Ávila e Fernanda Machado Silva Rodrigues assumiram, respectivamente, a direção e vice da Enfermagem. Noemi Takiuchi e Marina Martins Pereira Padovani tomaram posse como diretoras e vice da Fonoaudiologia. Para os cursos Tecnológicos, assumiram, como diretor e vice, Rafael Eidi Goto e Homero José de Farias e Melo.

 

Balanço da última gestão

Paulo Carrara de Castro agradeceu a todas as autoridades presentes e as equipes que compõem a comunidade médica da Santa Casa de São Paulo. Fez ainda uma breve síntese dos trabalhos realizados ao longo dos últimos três anos, como a manutenção da qualidade de ensino da faculdade.

“Posso dizer que a nossa instituição nunca foi tão bem avaliada. Tivemos uma série de avaliações feitas ao longo da nossa gestão e fomos muito bem conceituados em todas elas. Em órgãos reguladores como o MEC e o Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (Saeme), fomos habilitados em ensino a distância com nota máxima”, comemora o ex-diretor, além da mudança gestora do vestibular, o que melhorou o ingresso de alunos.

O segundo compromisso assumido nos últimos três anos foi a aproximação entre a irmandade e a faculdade. “Tiramos os trânsitos e tentamos ajustar uma série de circunstâncias que são importantes para o bom convívio entre as duas instituições. As bases para a discussão de acordos para essa relação foram feitas, um esforço lado a lado para que pudéssemos avançar.”

Aumentar a participação da comunidade acadêmica nas decisões executivas da faculdade foi outro ponto importante tomado pelos ex-diretores. “Reorganizamos a congregação, aumentando a representação dos professores, dos funcionários, dos alunos e da própria irmandade. É uma conquista importante para todos convivermos em um ambiente democrático e participativo; isso envolve mais pessoas e compromete mais gente nos destinos da faculdade”, afirma Castro.

O presidente da APM conclui: “A Santa Casa é o berço da Medicina de São Paulo, ao lado da Faculdade de Medicina da USP e da Escola Paulista de Medicina/Unifesp. Hoje, é um momento extremamente feliz ver essa árvore dando seus frutos e se apresentando para a posteridade. O valor da Santa Casa pode ser bem medido em função da qualidade dos seus alunos e professores, pois temos aqui pessoas das mais distinguidas da Medicina brasileira”.

 

Fotos: BBustos Fotografia

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