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04/05/2020 - Saúde suplementar: Operadoras desamparam prestadores

O enfrentamento à pandemia de Covid-19 e a necessidade de distanciamento social levou à queda do faturamento de consultórios e clínicas, muitas vezes inviabilizando a sua manutenção.

Diante dessa situação, a Associação Paulista de Medicina enviou uma carta às operadoras de planos de saúde, no dia 14 de abril, em que solicitava, entre outros pontos, que as empresas remunerassem a Rede Prestadora Credenciada pela média dos valores de produção apresentada nos seis meses anteriores à pandemia.

Após duas semanas do envio, a entidade permanece sem o retorno das empresas em sua busca de sensibilizá-las em relação à aflição dos médicos – que viram seus clientes minguarem sem ter outra fonte de renda.

A APM mantinha expectativa de que, com a redução de custos operacionais – por queda do número de cirurgias eletivas, consultas e atendimentos –, as operadoras pudessem levar em conta a situação dos médicos e conversar em busca de alguma solução.

A única sinalização das operadoras foi a de que, eventualmente, algum prestador com considerável dificuldade poderia buscar solução individual. A APM, no entanto, não crê que este é um caminho de resolução para o impasse colocado.

Além da remuneração pela média dos últimos seis meses, a Associação solicitou – na carta enviada – que as operadoras adotassem providências visando a preservação da capacidade assistencial médica, em especial nos consultórios e clínicas, e que avaliassem mecanismos de remuneração de atendimentos realizados por Telemedicina.

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